A derrota e a vaidade: Omar Aziz deixa à mostra sua fragilidade política
Brasília, 24 de agosto de 2025 – A recente derrota do senador Omar Aziz (PSD-AM) na disputa pela presidência da CPI do INSS expôs de forma clara não apenas a fraqueza de sua articulação política, mas também a prioridade que sempre deu aos seus próprios interesses, em vez de defender o coletivo.
Apadrinhado pelo presidente do Senado e com o aval do Planalto, Aziz acreditava que a cadeira de presidente da comissão estava garantida. O resultado, no entanto, foi um verdadeiro banho de realidade: a oposição, com apoio de parte do Centrão, tomou o protagonismo, elegeu Carlos Viana (Podemos-MG) como presidente e Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) como relator, desmontando o plano lulista e deixando Aziz exposto como um líder incapaz de construir apoio real.
Derrotado, Aziz não poupou chiliques. Sobrou reclamação para Rui Costa, ministro da Casa Civil, e também para o líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues. O próprio deputado José Guimarães, do PT, resumiu o fiasco: “Faltou articulação do governo. Nós engolimos mosca.” Aziz, mais uma vez, preferiu posar de vítima em vez de reconhecer sua própria inoperância.
A leitura entre aliados foi simples: Aziz cochilou, confiou demais na própria imagem e esqueceu de fazer política. O senador segue refém da ilusão de que ainda carrega a mesma força da CPI da Pandemia, quando aproveitou os holofotes para alimentar seu ego. Agora, em 2025, a vaidade lhe custou caro: ficou sem o comando de uma das comissões mais importantes do Congresso, que investigará um escândalo bilionário em cima de aposentados e pensionistas.
Aziz queria usar a CPI do INSS como palanque para pavimentar sua candidatura ao governo do Amazonas em 2026. Mas o que se viu foi exatamente o contrário: um senador desmoralizado, sem credibilidade e incapaz de unir sequer os aliados que dizem apoiá-lo. Sua imagem de “grande articulador” caiu por terra e deu lugar à realidade de um político dependente de mídia e marcado pela arrogância.
Oposição e independentes no Senado já sabiam do risco. Muitos recordaram a sua postura parcial e autoritária na CPI da Pandemia, quando blindou aliados e conduziu os trabalhos como um espetáculo pessoal. Não por acaso, Eduardo Girão (Novo-CE) pediu que sua candidatura fosse rejeitada antes mesmo da votação, apontando a falta de imparcialidade de Aziz. Parlamentares também temiam que ele usasse a CPI para proteger Lula e o governo em vez de buscar a verdade dos fatos.
No fim, a derrota de Omar Aziz não foi apenas um tropeço — foi um retrato fiel de sua decadência política. Ele acreditou que poderia repetir o protagonismo de 2021, mas esqueceu que sem articulação, sem diálogo e sem credibilidade, não há estrela que brilhe no Congresso. Aziz sai menor, derrotado e com a vaidade ferida. O Senado e o Amazonas, mais uma vez, pagam o preço da arrogância de um político que já não tem força para sustentar o personagem que criou para si.

