Denúncia Archives - Jornal 12 Horas https://jornal12horas.com/category/denuncia/ Diariamente levando a notícia até você! Mon, 09 Feb 2026 18:07:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://i0.wp.com/jornal12horas.com/wp-content/uploads/2025/01/cropped-Icone-Jornal-12h.png?fit=32%2C32&ssl=1 Denúncia Archives - Jornal 12 Horas https://jornal12horas.com/category/denuncia/ 32 32 240477569 Lixão de Iranduba avança, contamina igarapé e exige ação urgente, constata DPE-AM https://jornal12horas.com/lixao-de-iranduba-avanca-contamina-igarape-e-exige-acao-urgente-constata-dpe-am/ https://jornal12horas.com/lixao-de-iranduba-avanca-contamina-igarape-e-exige-acao-urgente-constata-dpe-am/#respond Mon, 09 Feb 2026 18:07:16 +0000 https://jornal12horas.com/?p=4074 A inspeção técnica realizada, nesta sexta-feira (6), no lixão a céu aberto de Iranduba, localizado...

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A inspeção técnica realizada, nesta sexta-feira (6), no lixão a céu aberto de Iranduba, localizado no Ramal do Creuza, confirmou o agravamento expressivo da degradação ambiental, a contaminação de curso d’água e a inviabilidade técnica de implantação de aterro sanitário no local. A vistoria conduzida pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), com participação do Ministério Público do Trabalho (MPT-AM/RR), Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), é resultado direto da mobilização de moradores de comunidades rurais da cidade.

No dia 28 de janeiro, a DPE-AM, em Manaus, recebeu mais de 100 manifestantes de Iranduba que denunciaram a piora acelerada do lixão, após promessas não cumpridas pelo prefeito Augusto Ferraz (União Brasil). Desde 2023, audiências públicas, recomendações e visitas técnicas apontavam riscos ao meio ambiente, à saúde pública e ao lençol freático.

A nova vistoria confirma que, sem medidas concretas, o lixão continua operando de forma ilegal há décadas, aprofundando danos à natureza e causando problemas sociais. A DPE-AM está dependendo agora dos pareceres técnicos do Ipaam e da Sema para definir as providências cabíveis, que podem incluir ações judiciais emergenciais contra o município.

E mesmo sob chuva, a equipe da DPE-AM utilizou um drone para mapear a área degradada, nesta sexta-feira. Segundo o defensor público Carlos Almeida Filho, titular da Defensoria Pública Especializada em Interesses Coletivos (DPEIC), o lixão ocupa hoje uma extensão do terreno significativamente maior do que a identificada na última inspeção, realizada há três anos.

A vistoria técnica também constatou o assoreamento total de um igarapé atingido pelo avanço dos resíduos. “O igarapé que a gente tinha visto em 2023 já se encontra completamente assoreado, a água está completamente verde”, disse Almeida, indicando evidências de contaminação ambiental no Ramal do Creuza e entorno.

Providências urgentes

De acordo com o defensor, a DPE-AM irá consolidar os dados levantados em um relatório técnico de engenharia, que subsidiará a definição das próximas medidas. “Com base nesse relatório, vamos saber se as providências serão emergenciais e judiciais ou administrativas. Mas uma coisa é fato: a situação do lixão é realmente complicada e exige providência urgente”, afirmou.

Carlos Almeida também foi categórico ao rebater a narrativa divulgada pela Prefeitura de Iranduba sobre a suposta implantação de um aterro sanitário público no local. Conforme o defensor, não existe viabilidade técnica e nem lógica em instalar esse tipo de empreendimento na área atualmente degradada.

“O aterro pressupõe proteção do lençol freático. Isso significaria remover toda essa massa de lixo, o que é absolutamente inviável. Qualquer aterro sanitário precisa ser planejado para outro local”, declarou.

A avaliação reforça informações esclarecidas pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb), no dia 30 de janeiro, de que os R$ 5 milhões da Caixa Econômica anunciados pela prefeitura não se destinam à construção de um aterro sanitário. A verba federal é para a execução do Projeto de Recuperação de Área Degradada (PRAD) onde funciona o lixão, o que desmente a propaganda institucional da gestão municipal.

Inclusão dos catadores

Durante a inspeção, o Ministério Público do Trabalho dialogou com catadores de resíduos que atuam no lixão. O procurador Rafael Feres de Souza Hanna destacou que a atuação do MPT está focada na proteção das condições de trabalho e na inclusão socioeconômica da categoria, historicamente marginalizada.

“É uma categoria que tem muita dificuldade de informação, que é muito relegada. É muito vista sob um viés assistencialista. O MPT trabalha na profissionalização dessa categoria e na intermediação com os outros órgãos para que os catadores possam finalmente serem contratados e remunerados pelo serviço mesmo da catação e não somente pela venda do produto da catação, que é a realidade atual [em Iranduba], explicou.

O procurador lembrou que o município descumpre a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que determinou o fechamento dos lixões e a implantação da coleta seletiva, cujos prazos estão amplamente ultrapassados. O MPT aguardará o relatório ambiental da DPE-AM para avaliar a celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o município, prevendo medidas progressivas de inclusão dos catadores, fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e estrutura adequada de trabalho.

Demanda por apoio técnico

A defensora pública do município de Iranduba, Camila Campos, ressaltou que a inspeção confirmou a complexidade do problema e a necessidade de aprofundamento técnico. “A questão ambiental não pode ser deixada de lado. Precisamos de uma análise mais detalhada da engenharia e de todos os envolvidos para definir as medidas necessárias para salvaguardar o meio ambiente”, afirmou.

Segundo Campos, a DPE-AM está em fase inicial de levantamento técnico, articulando uma atuação conjunta com órgãos ambientais e de controle, alinhada às demandas apresentadas pela população e por lideranças comunitárias.

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Metástase da corrupção: esquema desvia milhões da saúde e aprofunda o caos no Amazonas https://jornal12horas.com/metastase-da-corrupcao-esquema-desvia-milhoes-da-saude-e-aprofunda-o-caos-no-amazonas/ Thu, 16 Oct 2025 21:00:46 +0000 https://jornal12horas.com/?p=3675 MANAUS — A ação do Ministério Público do Amazonas (MPAM), em parceria com a Controladoria-Geral...

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MANAUS — A ação do Ministério Público do Amazonas (MPAM), em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), revelou um sofisticado esquema de fraudes, superfaturamento e conluio entre empresários e servidores públicos, resultando no desvio de mais de R$ 1 milhão em recursos que deveriam ser destinados ao atendimento da população.

Os contratos sob investigação envolvem unidades autônomas da rede pública de saúde e expõem a fragilidade dos mecanismos de controle e fiscalização. A cada nova operação, seja Sangria, Jogo Marcado ou agora Metástase, o sistema de saúde volta ao centro das críticas, mostrando um cenário de gestão precária e vulnerável a práticas ilícitas.

Saúde em colapso e falta de transparência

Nos últimos anos, o sistema público de saúde tem enfrentado um colapso silencioso: hospitais superlotados, maternidades sem insumos, pacientes aguardando por meses, exames e cirurgias. Enquanto isso, milhões de reais desaparecem em contratos suspeitos, frequentemente justificados por urgência ou autonomia administrativa. A Operação Metástase mostra que essa “autonomia” foi usada como cortina de fumaça para a corrupção e o favorecimento.

A tentativa de atribuir a responsabilidade a gestões passadas ou a servidores isolados já não convence a população, que sente na pele as consequências do descaso. A cada escândalo revelado, cresce a sensação de que a corrupção se tornou sistêmica e a impunidade, regra.

Reincidência e omissão

A repetição de esquemas semelhantes indica falta de vigilância e de comprometimento com a ética na administração pública. Mesmo após diversas operações anteriores, as falhas de controle interno permanecem e continuam permitindo o avanço de irregularidades. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) segue sendo o epicentro de escândalos e alvo de sucessivas investigações, um retrato da ausência de transparência e da negligência com os recursos públicos.

Enquanto as autoridades tentam minimizar o impacto das denúncias, a população paga o preço de um sistema que, ao longo dos anos, tratou a saúde como moeda de troca. A corrupção que assola os hospitais públicos vai além do desvio de verbas: destrói a confiança, corrói a moral e aprofunda o sofrimento de quem mais depende do serviço público.

Um sistema em crise permanente

O Amazonas vive um cenário de sucessivas crises, operações policiais e desconfiança generalizada. A Operação Metástase é mais um capítulo de um enredo marcado pela má gestão e pela falta de compromisso com o interesse coletivo.

Enquanto as investigações avançam, os cidadãos continuam à espera de algo que parece cada vez mais distante: uma administração verdadeiramente comprometida com a vida, a transparência e o bem público.

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Operação Metástase expõe rede familiar que desviava milhões da saúde no Amazonas https://jornal12horas.com/operacao-metastase-expoe-rede-familiar-que-desviava-milhoes-da-saude-no-amazonas/ Thu, 16 Oct 2025 15:07:46 +0000 https://jornal12horas.com/?p=3667 MANAUS — Uma teia de corrupção que sangrou os cofres públicos e agravou o colapso...

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MANAUS — Uma teia de corrupção que sangrou os cofres públicos e agravou o colapso da saúde no Amazonas foi desvelada nesta quinta-feira (16) com a deflagração da Operação Metástase, conduzida pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Amazonas (MPAM). A ação é a segunda fase da Operação Jogo Marcado e escancara como um grupo familiar estruturou um sofisticado esquema de fraudes e propinas em contratos milionários da saúde estadual.

A ofensiva cumpre 27 mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens que ultrapassam R$ 1 milhão. Também foram impostas suspensões de servidores públicos, quebras de sigilo telemático e proibições de contratar com a administração pública. Participam da operação 120 agentes públicos, entre eles 16 auditores da CGU.

Núcleo familiar e fraudes em série

As investigações revelam que uma única família controlava diversas empresas, usadas para simular concorrência em licitações e manipular valores em conluio com agentes públicos. Essas companhias operavam em maternidades, prontos-atendimentos e unidades administradas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), incluindo contratos com a Fundação Centro de Oncologia do Amazonas (FCecon).

O esquema envolvia pagamento de propinas, superfaturamento de contratos e entregas fictícias, desviando verbas federais destinadas à manutenção de serviços essenciais. O resultado foi devastador: falta de insumos, unidades sobrecarregadas e pacientes desassistidos. O que deveria financiar a vida, financiou o lucro ilícito de poucos. Cada nota superfaturada representou uma medicação a menos, um leito sem estrutura e um atendimento negado um efeito deletério profundo sobre a sociedade amazonense.

Continuação de um escândalo milionário

A Operação Metástase é o desdobramento direto da Operação Jogo Marcado, que inicialmente investigava fraudes em contratos esportivos. O avanço das apurações revelou que o mesmo grupo expandiu sua atuação para o setor da saúde, transformando o que era um jogo de corrupção em um verdadeiro câncer administrativo, com ramificações que atingem diversas frentes do serviço público.

Entre os principais alvos está Valter Siqueira Britto, apontado como um dos articuladores do esquema. Segundo o MPAM, Britto desempenhava papel estratégico na intermediação de contratos e movimentação de valores ilícitos, funcionando como elo entre empresários e servidores. Sua atuação foi decisiva para a consolidação da rede criminosa, que usava empresas de fachada e influência política para manipular resultados e garantir a continuidade dos contratos fraudulentos.

Favorecimento da ALS: dois pesos e duas medidas

Outro ponto crítico das investigações envolve a empresa ALS (Proponente 17), favorecida em licitação no dia 17 de julho de 2025. O pregoeiro, contrariando regras do edital, desconsiderou divergências graves entre valores unitários e globais da proposta, o que deveria ter levado à imediata desclassificação da empresa. Ainda assim, a ALS foi mantida no certame.

Além disso, as assinaturas eletrônicas apresentadas eram inválidas e emitidas por terceiros, em desacordo com as normas legais. Mesmo diante de tais irregularidades, o Centro de Serviços Compartilhados (CSC) validou a participação da empresa, afrontando os princípios de legalidade, isonomia e moralidade.

Conforme a denúncia, o verdadeiro proprietário da ALS seria o servidor público Francisco Keginaldo Porfírio da Silva, impedido por lei de contratar com o Estado. Ele teria utilizado o próprio filho como laranja, em parceria com André Scariot e o enfermeiro conhecido como “Andrezinho”, ambos já investigados pela Justiça Federal por envolvimento em outros esquemas fraudulentos.

Deleite da corrupção, prejuízo da sociedade

O caso ilustra, mais uma vez, como a corrupção sistêmica corrói o que há de mais essencial: o direito à saúde e à dignidade. Enquanto empresários e agentes públicos enriqueciam, mães aguardavam atendimento em corredores lotados, pacientes com câncer enfrentavam falta de medicamentos e profissionais da saúde lutavam sem estrutura para salvar vidas. A Operação Metástase não apenas expõe um crime financeiro, mas revela o custo humano da improbidade, um rastro de dor e indignação que se espalha como a própria doença que lhe dá nome.

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Fortes chuvas alagam Manaus e expõem falhas da gestão de David Almeida: alerta da Defesa Civil chegou quando cidade já estava submersa https://jornal12horas.com/fortes-chuvas-alagam-manaus-e-expoem-falhas-da-gestao-de-david-almeida-alerta-da-defesa-civil-chegou-quando-cidade-ja-estava-submersa/ Tue, 14 Oct 2025 21:18:29 +0000 https://jornal12horas.com/?p=3656 ANAUS (AM) — A terça-feira (14/10) começou com chuva e terminou com revolta. Alagamentos, caos...

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ANAUS (AM) — A terça-feira (14/10) começou com chuva e terminou com revolta. Alagamentos, caos no trânsito, quedas de energia e, acima de tudo, indignação. A população de Manaus amanheceu sob forte temporal, mas o alerta da Defesa Civil, que deveria servir como ferramenta de prevenção, só foi emitido depois das 15h, quando grande parte da cidade já estava debaixo d’água.

O aviso, curto e tardio, chegou aos celulares dos manauaras com a mensagem:
“Defesa Civil: Alerta de alagamento em zona de risco de Manaus. Em caso de emergência, ligue 199/193. Prepare-se para deixar o local.”

Nas redes sociais, o sentimento foi unânime: indignação. “Agora que avisam, depois de já estar tudo alagado”, escreveu uma moradora. Outro ironizou: “Obrigado. O furacão já passou.” As críticas se multiplicaram, especialmente contra o prefeito David Almeida (Avante), acusado de negligência e despreparo diante de mais um episódio de desordem urbana que se repete a cada chuva mais forte.

Em um vídeo publicado às 15h10, o prefeito afirmou estar “acompanhando as fortes chuvas” e que “daqui a pouquinho” seria emitido o alerta da Defesa Civil, declaração que soou como deboche para quem, naquele exato momento, já via carros boiando nas principais avenidas da cidade.

Enquanto a prefeitura reagia tarde demais, a população enfrentava os prejuízos. Registros feitos por moradores mostram ruas completamente alagadas em bairros como Centro, Cidade Nova, Compensa e Japiim. Veículos foram arrastados pela correnteza, casas ficaram inundadas e o transporte público parou em diversos pontos.

A situação foi agravada pela falta de energia elétrica, que atingiu várias zonas da capital. Em nota, a Amazonas Energia informou que as condições climáticas adversas, com descargas elétricas e rajadas de vento, causaram interrupções no fornecimento. As equipes, segundo a empresa, só poderiam atuar após a melhora do tempo.

A cada temporal, a cena se repete: ruas viram rios, bueiros entopem, casas são invadidas pela água e a prefeitura surge apenas para justificar o previsível. O episódio desta terça escancara não apenas a ineficiência do sistema de alerta, mas a falta de planejamento de uma gestão que promete modernidade, mas entrega improviso.

Enquanto isso, o cidadão manauara, mais uma vez, é quem paga o preço com perdas materiais, insegurança e a sensação amarga de que o poder público continua assistindo à cidade afundar, literalmente.

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Justiça suspende licitação milionária do Detran-AM em meio a denúncias de favorecimento à ALS https://jornal12horas.com/justica-suspende-licitacao-milionaria-do-detran-am-em-meio-a-denuncias-de-favorecimento-a-als/ Tue, 30 Sep 2025 17:39:32 +0000 https://jornal12horas.com/?p=3577 Manaus, 25 de setembro de 2025 – A Justiça do Amazonas suspendeu liminarmente a licitação...

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Manaus, 25 de setembro de 2025 – A Justiça do Amazonas suspendeu liminarmente a licitação nº 144/2025 do Detran-AM, que previa contrato de R$ 88 milhões em cinco anos para fornecimento de 600 mil placas veiculares. Caso prorrogado, o montante poderia ultrapassar R$ 200 milhões, com estimativa de até 1,2 milhão de placas.

A decisão da 4ª Vara da Fazenda Pública apontou fortes indícios de fraude, direcionamento e descumprimento de exigências do edital pela empresa Innova Placas, declarada vencedora. Entre as irregularidades, constam inconsistências contábeis, ausência de comprovação de capital mínimo e fragilidade nos atestados de capacidade técnica.

O juiz Paulo Fernando de Britto Feitoza destacou que o contraste era gritante: enquanto o edital exigia produção em larga escala, a Innova teria fabricado pouco mais de 5 mil placas em toda sua trajetória no Rio Grande do Sul. “Em uma primeira vista, não resta reconhecida a capacidade técnica da empresa vencedora, o que evidencia a probabilidade do direito”, afirmou o magistrado ao determinar a suspensão imediata da adjudicação, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.

Suspeitas se repetem: o caso da ALS

A suspensão reacende um debate recorrente no Amazonas: o favorecimento à empresa ALS em processos licitatórios. Denúncias dão conta de que a companhia vem sendo privilegiada em certames conduzidos pela Comissão Setorial de Licitação (CSC), reduzindo a competitividade e prejudicando outras empresas do setor.

O Pregão nº 068/2025 é emblemático. O caso, que chegou ao Tribunal de Justiça por envolver secretários de Estado, expôs um modus operandi já conhecido: direcionamentos, manobras administrativas e fragilidades no processo de julgamento das propostas. Empresários afirmam que a prática virou regra, não exceção.

No dia 17 de julho de 2025, a ALS foi mantida na disputa mesmo após apresentar propostas com divergências graves entre valores unitários e globais, situação que deveria resultar em desclassificação imediata. Além disso, assinaturas eletrônicas inválidas, emitidas por terceiro, foram ignoradas pelo pregoeiro. A ata do processo mostra que as falhas foram relativizadas pelo CSC, o que evidencia tratamento desigual entre concorrentes.

Indícios de fraude estrutural

As denúncias apontam ainda que o verdadeiro dono da ALS seria o servidor público Francisco Keginaldo Porfírio da Silva, legalmente impedido de contratar com o Estado. Para driblar a lei, ele usaria o próprio filho como laranja, com apoio de aliados como André Scariot e o enfermeiro conhecido como “Andrezinho”. O grupo, segundo acusação formal, já é investigado pela Justiça Federal por participação em fraudes de grande escala.

Conivência e silêncio institucional

No centro das acusações está o presidente da CSC, Valter Siqueira Brito, apontado como articulador de um núcleo de pregoeiros de confiança, responsável por eliminar concorrentes incômodos e favorecer aliados. Até o momento, o CSC não explicou por que empresas com documentação irregular foram mantidas na disputa, enquanto outras foram sumariamente desclassificadas.

Mais grave que as manobras internas é o comportamento dos órgãos de controle. Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), Ministério Público de Contas (MPC-AM) e Controladoria-Geral do Estado (CGE-AM) permanecem inertes diante de denúncias robustas. O silêncio, diante de indícios tão claros, soa como conivência. Cada relatório engavetado e cada omissão reforçam a percepção de que o sistema de fiscalização no Amazonas não tem força nem independência para enfrentar o poder político e econômico que sustenta o esquema.

Um divisor de águas para a Justiça e para o Amazonas

O escândalo do Pregão nº 068/2025 e a suspensão da licitação nº 144/2025 expõem um mesmo problema: a corrupção sistêmica em contratos milionários do Estado, especialmente em áreas sensíveis como a saúde pública. Estima-se que R$ 300 milhões, que deveriam financiar atendimentos hospitalares e salvar vidas, estejam sob risco de serem desviados em esquemas de enriquecimento ilícito.

Enquanto hospitais seguem sucateados, pacientes morrem em filas de espera e a saúde pública colapsa, o Estado do Amazonas se vê novamente envolto em suspeitas de fraudes e direcionamentos.

A sociedade exige respostas. Cabe agora ao Ministério Público, à Polícia Federal e ao Judiciário demonstrar independência e coragem para romper o ciclo de impunidade. O desafio não é apenas suspender contratos suspeitos, mas desmontar uma engrenagem que há anos drena recursos públicos e condena a população à precariedade.

Seja no pregão nº 068, envolvendo a ALS, ou na licitação nº 144/2025, com a Innova Placas, o que se repete é o mesmo enredo: favorecimento, conivência e silêncio oficial. A diferença está em quem terá coragem de enfrentar o esquema e devolver ao povo do Amazonas a transparência que a Constituição garante, mas que, até aqui, tem sido sistematicamente negada.

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Champanhe no Caribe, milhões no Sou Manaus e zero prioridade para a saúde https://jornal12horas.com/champanhe-no-caribe-milhoes-no-sou-manaus-e-zero-prioridade-para-a-saude/ Wed, 10 Sep 2025 20:52:16 +0000 https://jornal12horas.com/?p=3406 Enquanto Manaus sofre com a falta de insumos básicos nos postos de saúde, o prefeito...

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Enquanto Manaus sofre com a falta de insumos básicos nos postos de saúde, o prefeito David Almeida (Avante) não economiza quando o assunto é festa e autopromoção. Prova disso está nas redes sociais: a primeira-dama, Izabelle Fontenelle, aparece em um palco no Caribe, cercada por garrafas de champanhe francês avaliadas em cerca de R$ 32 mil cada, estourando garrafas como se fosse cena de novela de luxo.

Essa ostentação combina perfeitamente com os gastos exacerbados no festival Sou Manaus, que já consumiu centenas de milhões de reais dos cofres públicos para bancar shows, estruturas gigantescas e contratos questionáveis. O evento virou vitrine política, enquanto hospitais e unidades básicas vivem um verdadeiro caos: falta remédio, falta médico, falta respeito.

O contraste é brutal. O mesmo prefeito que despeja milhões em entretenimento e posa como gestor moderno, veta um projeto simples, humano e necessário: o PL 400/2023, de autoria do vereador Raiff Matos (PL), que criaria o Programa de Segurança Alimentar para Pessoas com Diabetes Mellitus. A iniciativa garantiria cestas básicas diferenciadas, com alimentos adequados para famílias em situação de vulnerabilidade.

David Almeida não apenas vetou, como ainda mobilizou sua base para enterrar a proposta no plenário da Câmara. Ou seja: o mesmo governo que abre os cofres para bancar artistas nacionais e shows de luz e som, fecha a porta na cara de quem luta contra o diabetes e depende de políticas públicas para sobreviver.

O vereador Raiff Matos resumiu bem a situação:

“A prefeitura de Manaus e os vereadores da base do prefeito viraram as costas para você que é diabético ou que conhece alguém que precisa de cuidados especiais. Nosso projeto foi rejeitado por decisão política, e não técnica.”

Enquanto isso, a saúde pública continua invisível. Doenças crônicas, como a diabetes, seguem sem atenção especial. Filas enormes se acumulam nos postos, pessoas aguardam meses por consultas e a população se vira como pode. Mas para o Sou Manaus, dinheiro nunca falta.

O Veto nº 8/2025, oficializado pela Mensagem nº 58/2025, encerrou a tramitação do PL 400/2023, deixando um recado claro: para David Almeida, festa importa mais que saúde.

No fim das contas, o retrato da gestão é cristalino: champanhe francês no Caribe, milhões em shows de autopromoção e descaso absoluto com a vida real dos manauaras. Enquanto o prefeito dança ao som de holofotes, famílias vulneráveis continuam à margem, sem apoio e sem esperança.

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Raiff Matos lamenta veto do prefeito David Almeida que mantém famílias diabéticas sem apoio em Manaus https://jornal12horas.com/raiff-matos-lamenta-veto-do-prefeito-david-almeida-que-mantem-familias-diabeticas-sem-apoio-em-manaus/ Wed, 10 Sep 2025 18:53:14 +0000 https://jornal12horas.com/?p=3402 Manaus deixará de contar com uma cesta básica diferenciada para famílias que têm membros diabéticos...

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Manaus deixará de contar com uma cesta básica diferenciada para famílias que têm membros diabéticos em situação de vulnerabilidade social. Isso porque o prefeito David Almeida vetou totalmente o Projeto de Lei 400/2023, de autoria do vereador Raiff Matos (PL), e contou com o apoio da maioria dos vereadores da base governista para manter  sua decisão contrária à proposta no plenário da Câmara Municipal de Manaus. A decisão do plenário de manter o veto total ocorreu na sessão desta quarta-feira. 

O vereador Raiff Matos criticou duramente a postura do prefeito David Almeida e da base governista. “A prefeitura de Manaus e os vereadores da base do prefeito viraram as costas para você que é diabético ou que conhece alguém que precisa de cuidados especiais na alimentação. Nosso projeto recebeu veto total e, mesmo derrubado na CCJR, o plenário manteve por decisão política, e não técnica”, afirmou.

O PL previa a criação do Programa de Segurança Alimentar para Pessoas com Diabetes Mellitus, que garantiria produtos adequados na cesta básica de famílias em situação de vulnerabilidade. A proposta foi aprovada em comissões técnicas, chegou a ter o veto derrubado na Comissão de Constituição, Justiça e Redação, mas acabou rejeitada pelo plenário em votação política.

O vereador Raiff Matos destacou que a decisão representa a perda de uma política pública essencial para famílias em vulnerabilidade. “É um absurdo. Manaus deixa de ter uma lei que poderia garantir segurança alimentar para quem convive com o diabetes. Infelizmente, a prefeitura e os vereadores da base resolveram fazer política em vez de pensar na população. Quem perde é o povo”, reforçou Matos.

O Veto nº 8/2025, relativo ao PL 400/2023, foi oficializado pela Mensagem nº 58/2025 do Executivo Municipal e encerra a tramitação da proposta que poderia ter sido um marco na atenção social às famílias diabéticas em Manaus. “Mas vou continuar lutando pelas famílias. Perdemos uma batalha, mas, mesmo com dor, seguimos buscando melhor qualidade de vida para as famílias de Manaus”, afirmou o vereador. 

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A “Manaus Verde” de David Almeida: milhões gastos, 70% das mudas mortas e suspeita de desperdício no TCE-AM https://jornal12horas.com/a-manaus-verde-de-david-almeida-milhoes-gastos-70-das-mudas-mortas-e-suspeita-de-desperdicio-no-tce-am/ Thu, 04 Sep 2025 20:20:35 +0000 https://jornal12horas.com/?p=3367 Manaus (AM) – Em vez de sombra e frescor, Manaus recebeu da gestão de David...

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Manaus (AM) – Em vez de sombra e frescor, Manaus recebeu da gestão de David Almeida (Avante) uma cidade cada vez mais sufocante, com ilhas de calor e concreto onde deveriam estar árvores. Agora, o prefeito e seu secretário de Meio Ambiente, Fransuá Matos, tornaram-se alvos de uma representação no Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) por suspeita de má gestão e desperdício de recursos públicos em um plano de arborização que fracassou retumbantemente.

Segundo o próprio município, cerca de 70% das mudas plantadas nos últimos anos morreram. A justificativa oficial fala em calor, furtos e vandalismo, mas o Ministério Público de Contas (MPC-AM) não engoliu a desculpa: o órgão considera que o problema é de planejamento precário e falta de gestão, o que levou à perda de dinheiro público e à manutenção da capital entre as menos arborizadas do Brasil.

Contrato milionário que não deu frutos

O fiasco fica ainda mais indigesto quando se olha para o Contrato nº 004/2022, aditivado em 2024, no valor de R$ 5,2 milhões. O acordo firmado entre a Semmasclima e a empresa Pro Service Conservação e Construção Ltda. tinha como objetivo o plantio e a manutenção das mudas. O resultado, no entanto, foi uma verdadeira “floresta fantasma”: a maioria das árvores simplesmente não resistiu.

O MPC-AM vê nessa combinação de contrato caro e perdas altíssimas um indício de prejuízo direto aos cofres públicos, o que levanta dúvidas sobre a real efetividade e fiscalização do serviço.

Plano de papel, cidade no forno

O órgão de controle também escancarou outra falha: a falta de transparência e atualização do Plano Diretor de Arborização Urbana, parado em 2016. O documento é descrito como “incompleto e inconsistente”, sem metas, indicadores, estratégias ou orçamentos claros.

Em 2023, a Prefeitura anunciou com pompa o programa “Manaus Verde”, mas até hoje não apresentou relatórios, metas ou resultados concretos. Mais um projeto de marketing ambiental que ficou no discurso.

Manaus sem verde, população sem ar

Enquanto a gestão tropeça na burocracia e no desperdício, a população sente no corpo os efeitos da má administração. Manaus possui apenas 23,9% de cobertura verde, um dos índices mais baixos entre as capitais brasileiras, ironicamente, no coração da Amazônia.

As consequências são diretas: ondas de calor insuportáveis, alagamentos agravados, aumento da poluição e até problemas de saúde pública. Para o MPC-AM, a falta de políticas sérias de arborização agrava ainda mais a emergência climática na cidade.

O crime contra a cidade

O desastre ambiental da gestão David Almeida não se limita ao fracasso das mudas. No mês passado, a própria prefeitura foi denunciada por arrancar árvores do canteiro central da Avenida do Turismo em nome da ampliação de uma via. O resultado, segundo especialistas, foi o comprometimento do sistema radicular e a condenação antecipada das árvores que ainda resistiam.

“Manaus precisa de mais áreas verdes, não dessa destruição desordenada”, criticou o vereador Rodrigo Guedes (Progressistas).

A conta chega no TCE-AM

Diante do cenário, o procurador do MPC-AM, Ruy Marcelo Alencar, pede ao TCE-AM a abertura de investigação formal, aplicação de sanções e prazo para que a Prefeitura finalmente cumpra seu papel básico: garantir um meio ambiente equilibrado e políticas públicas sérias de arborização.

Enquanto isso, a realidade é uma só: a tão propagandeada “Manaus Verde” de David Almeida está seca, cara e vergonhosa, um retrato da incompetência administrativa e da indiferença com a qualidade de vida da população.

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A irresponsabilidade criminosa de Lourivaldo Rodrigues de Souza: 43 famílias do estado do Amazonas tiveram o sonho da maternidade transformado em pesadelo https://jornal12horas.com/a-irresponsabilidade-criminosa-de-lourivaldo-rodrigues-de-souza-43-familias-do-estado-do-amazonas-tiveram-o-sonho-da-maternidade-transformado-em-pesadelo-3/ Thu, 04 Sep 2025 13:52:45 +0000 https://jornal12horas.com/?p=3362 O Amazonas se vê diante de um escândalo que deveria chocar não apenas a medicina,...

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O Amazonas se vê diante de um escândalo que deveria chocar não apenas a medicina, mas toda a sociedade. Em vez de oferecer cuidado e esperança, o médico Lourivaldo Rodrigues de Souza, da clínica de Fertilização La Vitta, Medicina Reprodutiva, tem acumulado denúncias por uma prática covarde e perigosa: a superdosagem deliberada de medicamentos em mulheres em busca da maternidade.

Trata-se de um comportamento que ultrapassa a fronteira do erro médico. É negligência somada à ganância, um verdadeiro atentado contra a saúde e a dignidade de pacientes que confiam suas vidas a alguém que deveria zelar por elas. O remédio Dostinex, prescrito em doses acima do limite seguro, não trouxe esperança, mas sintomas de tromboses, falhas renais, riscos cardíacos e traumas físicos e psicológicos.

A crueldade se revela em relato de uma paciente que contou para nossa redação que após gastar até R$ 40 mil em tratamentos, saem da clínica não com um filho nos braços, mas com a saúde devastada e a confiança destruída. Muitas precisam buscar ajuda em outros estados, longe da sombra de um médico que deveria estar impedido de exercer a profissão há muito tempo.

E como se não bastasse, Lourivaldo Rodrigues responde a 43 processos, número que por si só deveria ser suficiente para afastá-lo da prática médica. Mas, de forma inacreditável, continua atendendo normalmente, como se fosse apenas mais um “profissional da saúde” e não um acumulador de denúncias e frustrações.

A omissão do Conselho Regional de Medicina do Amazonas é cúmplice desse espetáculo de horrores.
Permitir que um médico com esse histórico continue a tratar pacientes é fechar os olhos para a realidade e compactuar com a destruição de sonhos e a deterioração da saúde de mulheres vulneráveis.

Não se trata de “surpresa”, como ironicamente afirmou Lourivaldo em resposta às acusações. Surpresa é como alguém com tantas manchas na carreira ainda se apresenta como médico de confiança. Surpresa é como famílias continuam sendo atraídas para uma clínica que coleciona queixas e processos. Surpresa é como a impunidade insiste em blindar quem deveria responder por seus atos.

A verdade é dura e inescapável: Lourivaldo Rodrigues de Souza não representa a medicina, representa a falência dela. Sua conduta não é apenas um erro, é um crime travestido de tratamento médico. Enquanto a justiça não agir, novos sonhos continuarão sendo destruídos na clínica de fertilização La Vitta, e a saúde de mulheres continuará sendo tratada como laboratório de experimentos fracassados.

A reportagem tentou contato com o médico Lourival Rodrigues e com a clínica La Vitta. Em resposta, o médico afirmou:

“Até o momento tenho essa notícia como surpresa. Desconheço a veracidade da notícia e a denúncia. Vou contactar com advogado para saber a fonte e a verdade sobre a matéria. Estou pronto para responder a questão, uma vez que desconheço essas informações.”

A clínica, por sua vez, não se manifestou até o fechamento desta matéria.

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O Amazonas se vê diante de um escândalo que deveria chocar não apenas a medicina, mas toda a sociedade. Em vez de oferecer cuidado e esperança, o médico Lourivaldo Rodrigues de Souza, da clínica de Fertilização La Vitta, Medicina Reprodutiva, tem acumulado denúncias por uma prática covarde e perigosa: a superdosagem deliberada de medicamentos em mulheres em busca da maternidade.

Trata-se de um comportamento que ultrapassa a fronteira do erro médico. É negligência somada à ganância, um verdadeiro atentado contra a saúde e a dignidade de pacientes que confiam suas vidas a alguém que deveria zelar por elas. O remédio Dostinex, prescrito em doses acima do limite seguro, não trouxe esperança, mas sintomas de tromboses, falhas renais, riscos cardíacos e traumas físicos e psicológicos.

A crueldade se revela em relato de uma paciente que contou para nossa redação que após gastar até R$ 40 mil em tratamentos, saem da clínica não com um filho nos braços, mas com a saúde devastada e a confiança destruída. Muitas precisam buscar ajuda em outros estados, longe da sombra de um médico que deveria estar impedido de exercer a profissão há muito tempo.

E como se não bastasse, Lourivaldo Rodrigues responde a 43 processos, número que por si só deveria ser suficiente para afastá-lo da prática médica. Mas, de forma inacreditável, continua atendendo normalmente, como se fosse apenas mais um “profissional da saúde” e não um acumulador de denúncias e frustrações.

A omissão do Conselho Regional de Medicina do Amazonas é cúmplice desse espetáculo de horrores.
Permitir que um médico com esse histórico continue a tratar pacientes é fechar os olhos para a realidade e compactuar com a destruição de sonhos e a deterioração da saúde de mulheres vulneráveis.

Não se trata de “surpresa”, como ironicamente afirmou Lourivaldo em resposta às acusações. Surpresa é como alguém com tantas manchas na carreira ainda se apresenta como médico de confiança. Surpresa é como famílias continuam sendo atraídas para uma clínica que coleciona queixas e processos. Surpresa é como a impunidade insiste em blindar quem deveria responder por seus atos.

A verdade é dura e inescapável: Lourivaldo Rodrigues de Souza não representa a medicina, representa a falência dela. Sua conduta não é apenas um erro, é um crime travestido de tratamento médico. Enquanto a justiça não agir, novos sonhos continuarão sendo destruídos na clínica de fertilização La Vitta, e a saúde de mulheres continuará sendo tratada como laboratório de experimentos fracassados.

A reportagem tentou contato com o médico Lourival Rodrigues e com a clínica La Vitta. Em resposta, o médico afirmou:

“Até o momento tenho essa notícia como surpresa. Desconheço a veracidade da notícia e a denúncia. Vou contactar com advogado para saber a fonte e a verdade sobre a matéria. Estou pronto para responder a questão, uma vez que desconheço essas informações.”

A clínica, por sua vez, não se manifestou até o fechamento desta matéria.

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