Mundo Archives - Jornal 12 Horas https://jornal12horas.com/tag/mundo/ Diariamente levando a notícia até você! Thu, 07 Aug 2025 13:47:34 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://i0.wp.com/jornal12horas.com/wp-content/uploads/2025/01/cropped-Icone-Jornal-12h.png?fit=32%2C32&ssl=1 Mundo Archives - Jornal 12 Horas https://jornal12horas.com/tag/mundo/ 32 32 240477569 “Massacre orquestrado”, denuncia Médicos sem Fronteira sobre Gaza https://jornal12horas.com/massacre-orquestrado-denuncia-medicos-sem-fronteira-sobre-gaza/ Thu, 07 Aug 2025 13:47:30 +0000 https://jornal12horas.com/?p=3109 Relatório compila dados durante sete semanas em duas clínicas da ONG Em mais um relatório...

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Relatório compila dados durante sete semanas em duas clínicas da ONG

Em mais um relatório compilado a partir de dados clínicos e depoimentos de pacientes e de profissionais de saúde de duas clínicas na Faixa de Gaza, da organização não governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF) denuncia a violência direcionada e indiscriminada por parte das forças israelenses e grupos norte-americanos privados contra os palestinos em locais de distribuição de alimentos administrados pela chamada Fundação Humanitária de Gaza (GHF, na sigla em inglês).

O documento pede o fim imediato da atuação da GHF na faixa de Gaza e a restauração do mecanismo de entrega de ajuda humanitária coordenado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

“Também apelamos aos governos, especialmente aos Estados Unidos, bem como às instituições doadoras privadas, que suspendam todo o apoio financeiro e político à GHF, cujos locais de atuação são basicamente armadilhas mortais”, avalia o documento.

Intitulado Não é ajuda, é um massacre orquestrado, o documento traz relatos dos horrores testemunhados pelas equipes dos Médicos sem Fronteiras em duas clínicas que receberam regularmente um grande número de vítimas da violência nos locais administrados pela GHF.

De acordo com os dados compilados entre 7 de junho e 24 de julho, foram admitidas 1.380 vítimas incluindo 28 mortos, nas clínicas de Al-Mawasi e Al-Attar, no Sul de Gaza, localizadas perto dos locais de distribuição administrados pela GHF.

Durante essas sete semanas, as equipes dos MSF trataram 71 crianças com ferimentos à bala, 25 delas com menos de 15 anos. Sem alternativas para encontrar comida, famílias famintas frequentemente enviam adolescentes para esse ambiente letal, pois eles são muitas vezes os únicos homens da família fisicamente capazes de fazer o trajeto.

Entre os pacientes, está um menino de 12 anos atingido por um projétil que atravessou o abdômen, e cinco meninas, uma delas com apenas 8 anos, que sofreu um ferimento à bala no peito.

“Crianças baleadas no peito enquanto tentavam coletar comida. Pessoas esmagadas ou sufocadas em tumultos. Multidões inteiras mortas a tiros em pontos de distribuição”, relata Raquel Ayora, diretora-geral de MSF.

Em quase 54 anos de operações, a ONG descreve que raramente testemunhou tais níveis de violência sistemática contra civis desarmados.

“Os locais de distribuição da GHF, que se apresentam como de ajuda humanitária, transformaram-se em um laboratório de crueldade”, afirma Raquel, que desabafa: “Isto precisa acabar agora.”

Tiro

Uma análise inicial dos ferimentos por arma de fogo nos pacientes que chegaram à clínica de Al-Mawasi revela que 11% das lesões eram na cabeça e no pescoço, e 19% eram áreas que abrangiam o tórax, o abdômen e as costas.

Em contrapartida, as pessoas que chegavam do Centro de Distribuição de Khan Younis eram mais propensas a ferimentos à bala nos membros inferiores.

Os padrões distintos e a precisão anatômica dessas lesões sugerem fortemente que se tratam de ataques intencionais contra pessoas dentro e ao redor dos locais de distribuição, e não de tiros acidentais ou indiscriminados.

“Estamos sendo massacrados. Fui ferido talvez 10 vezes”, conta Mohammed Riad Tabasi, um paciente tratado na clínica em Al-Mawasi.

“Eu vi com meus próprios olhos, cerca de 20 corpos ao meu redor. Todos eles baleados na cabeça, no estômago”, narrou.

Em maio, as autoridades israelenses desmantelaram a resposta humanitária liderada pela ONU e a substituíram por um esquema militarizado de distribuição de alimentos operado pela GHF. Os quatro locais de distribuição administrados pela GHF estão em áreas sob controle militar total de Israel e “protegidos” por seguranças privados norte-americanos armados.

O documento denuncia ainda que a GHF tem sido apresentada pelos governos israelense e norte-americano como uma “solução inovadora” – uma suposta resposta às alegações não comprovadas de desvio de ajuda em Gaza e às acusações infundadas de falha da ONU.

Para a ONG, os locais não passam de um esquema mortal que institucionaliza a política de fome imposta pelas autoridades israelenses em Gaza, a partir de 2 de março, com o cerco total que impuseram ao enclave como parte da campanha genocida em curso.

De acordo com a organização, a forma como este esquema funciona tenta destituir as pessoas totalmente de sua dignidade.

Sufocamento 

Do total de vítimas atendidas ao longo das sete semanas, as equipes do MSF trataram 196 pacientes com ferimentos sofridos pelos tumultos nos locais de distribuição da GHF. Entre eles, um menino de 5 anos de idade com ferimentos graves na cabeça e uma mulher que morreu por asfixia, ambas as mortes causadas, provavelmente, pela pressão sufocante da multidão ou pisoteamento.

Os que conseguem algum alimento nos locais, relata o documento, muitas vezes enfrentam o risco de saques violentos e roubo por outras pessoas que também estão famintas.

“Nossas equipes médicas foram obrigadas a adicionar uma nova sigla ao registro de pacientes: BBO – Beaten By Others [agredido por outros, em tradução livre].”

A sigla se refere a pessoas feridas, pisoteadas ou sufocadas na aglomeração ou ainda agredidas e roubadas imediatamente após receberem os suprimentos: “É uma desumanização proposital”.

“Em 1º de agosto, no mesmo dia em que o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio visitou os locais da GHF, Mahmoud Jamal Al-Attar, de 15 anos, foi morto perto de um local da GHF em Al-Shakoush enquanto tentava conseguir comida”, diz Aitor Zabalgogeazkoa, coordenador de emergências da MSF em Gaza.

“Ele chegou à clínica de MSF em Al-Mawasi após ser baleado no peito.”

“Tratamos apenas uma fração do número total de pessoas mortas e feridas nesses locais. Não há outra maneira de descrever o assassinato de crianças a não ser intencional”, declara Zabalgogeazkoa.

“Apesar das condenações e dos apelos para que seja fechada, a hesitação global para impedir que a GHF continue funcionando é desconcertante.”

Entre 27 de julho e 2 de agosto, após a consolidação do relatório,186 pessoas foram atendidas com ferimentos causados por tiros, estilhaços ou agressões e facadas nas clínicas do MSF em Al-Mawasi ou Al-Attar, nos pontos de distribuição da GHF.

Duas delas morreram. Em 3 de agosto, as clínicas de MSF receberam mais três feridos, um que havia sido baleado no pescoço e dois com tiros na cabeça.

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Fãs e família se despedem de Ozzy Osbourne em funeral nas ruas de Birmingham, na Inglaterra https://jornal12horas.com/fas-e-familia-se-despedem-de-ozzy-osbourne-em-funeral-nas-ruas-de-birmingham-na-inglaterra/ Wed, 30 Jul 2025 17:44:57 +0000 https://jornal12horas.com/?p=3041 Sharon, esposa do músico, e os filhos acenaram emocionados enquanto a multidão gritou o nome...

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Sharon, esposa do músico, e os filhos acenaram emocionados enquanto a multidão gritou o nome de Ozzy, que morreu no dia 22 de julho.

Fãs e família se despediram de Ozzy Osbourne, cantor britânico e um dos ícones do heavy metal, em uma cerimônia pública nesta quarta (30), em Birmingham, na Inglaterra.

Sharon Osbourne, esposa do músico, e os filhos acenaram emocionados enquanto a multidão gritou o nome de Ozzy, que morreu no dia 22 de julho. O trajeto com carro fúnebre, na cidade natal do músico, incluiu um cortejo pelas ruas que marcaram a trajetória do pioneiro do heavy metal.

Ozzy Osbourne morreu aos 76 anos no dia 22 de julho, morte foi anunciada em um comunicado divulgado pela família. “É com uma tristeza que palavras não podem expressar que informamos que nosso querido Ozzy Osbourne faleceu nesta manhã. Ele estava com a família, cercado de amor. Pedimos a todos que respeitem a privacidade da nossa família neste momento.”

Ele fez seu último show também em Birmingham, no dia 5 de julho. O músico subiu ao palco em um trono com um morcego no encosto e se apresentou sentado por motivos de saúde.

Pai do heavy metal

Osbourne conquistou milhares de fãs ao criar, com o Black Sabbath, um dos pilares do heavy metal. Ele iniciou sua trajetória artística em uma cidade industrial e cinzenta, mas alcançou palcos globais com suas performances que geraram controvérsia, como na vez em que abocanhou um morcego, achando que ele era de borracha.

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Sob pressão internacional, Israel retoma envio de ajuda humanitária aérea a Gaza https://jornal12horas.com/sob-pressao-internacional-israel-retoma-envio-de-ajuda-humanitaria-aerea-a-gaza/ Fri, 25 Jul 2025 18:53:00 +0000 https://jornal12horas.com/?p=2999 Israel enfrenta crescentes críticas por conta da crise humanitária em Gaza, e culpa Hamas e...

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Israel enfrenta crescentes críticas por conta da crise humanitária em Gaza, e culpa Hamas e ONU por entrega de alimentos deficiente. Uma em cada cinco crianças na cidade de Gaza está desnutrida e palestinos ‘são cadáveres ambulantes’, segundo agência da ONU.

Em meio à crise humanitária enfrentada pelos palestinos, Israel vai permitir que países estrangeiros voltem a lançar ajuda humanitária aérea na Faixa de Gaza, segundo a rádio do Exército israelense e um militar ouvido pela AFP. A data de início das remessas aéreas, no entanto, ainda é incerta.

Israel volta a permitir ajuda aérea em Gaza em meio a agravamento da crise humanitária

A autorização para a retomada da ajuda humanitária aérea à Faixa de Gaza marca mais um capítulo da devastadora guerra entre Israel e o grupo Hamas, em curso desde 7 de outubro de 2023 — data do ataque que resultou na morte de 1.200 israelenses e no sequestro de outras 250 pessoas.

A nova liberação ocorre em um momento de colapso humanitário no território palestino. Com cerca de dois milhões de habitantes, Gaza enfrenta níveis alarmantes de desnutrição, agravados pelo bloqueio às vias terrestres de fornecimento de suprimentos. A crescente pressão internacional e a onda de denúncias sobre a fome generalizada têm forçado o governo israelense a rever algumas restrições.

A Organização das Nações Unidas classificou a situação em Gaza como um verdadeiro “espetáculo de horrores”. Mais de 100 organizações humanitárias alertam para um cenário de “fome em massa”, com relatos crescentes de famílias inteiras privadas de alimento. Segundo a Agência da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA), ao menos 45 pessoas morreram de inanição apenas nos últimos dias.

Imagens divulgadas nesta semana pela agência Reuters mostram crianças em estado de desnutrição aguda sendo atendidas em um hospital na cidade de Khan Yunis, um dos epicentros da tragédia. Já o Programa Mundial de Alimentos (WFP) denunciou que quase um terço da população de Gaza “passa dias sem comer absolutamente nada”.

O panorama atual expõe, de forma crua, a dimensão da catástrofe humanitária em curso, reforçando a urgência de medidas concretas que transcendam os interesses militares e priorizem a vida civil. A retomada da ajuda aérea, embora tardia e insuficiente, surge como uma tentativa de mitigar a fome que ameaça dizimar uma população já exausta pela guerra.

Gaza Humanitarian Foundation

Desde o fim de maio, quando Israel reabriu as fronteiras de Gaza para a entrada de ajuda humanitária após meses de fornecimento interrompido, a distribuição de alimentos tem sido feita por uma organização chamada Gaza Humaniarian Foundaton (GHF).

A fundação é criticada pela ONU e outras agências humanitárias por suas origens obscuras e falta de experiência em crises semelhantes.

Na quarta-feira, a Gaza Humanitarian Foundation ofereceu-se à ONU e a outras organizações para “entregar toda a sua ajuda atual gratuitamente… à medida que a fome atinge um patamar crítico”.

Os centros de distribuição da GHF, porém, são palco de incidentes quase diários em que palestinos são feridos e mortos por tiros disparados por forças da fundação incumbidas de garantir a ordem.

Segundo a ONU, mais de 1.000 palestinos já morreram em incidentes do tipo desde o início das operações da GHF.

“O tempo é curto. As pessoas estão morrendo de fome”, disse o presidente executivo da fundação, Johnnie Moore.

A Fundação Humanitária de Gaza afirma ter entregue quase 1,5 milhão de caixas de alimentos em Gaza.

A ONU e os principais grupos de ajuda humanitária se recusaram a trabalhar com a Fundação Humanitária de Gaza devido a preocupações de que ela tenha sido projetada para atender a objetivos militares israelenses e violar princípios humanitários básicos.

A porta-voz da UNRWA, Juliette Touma, disse na terça-feira que a agência da ONU para refugiados palestinos tinha 6.000 caminhões de alimentos e medicamentos em espera na Jordânia e no Egito, mas não estava autorizada a levar ajuda para Gaza desde 2 de março.

Embora o GHF tenha montado quatro pontos de distribuição, “a ONU e os humanitários tinham 400” antes de estes serem fechados em março por Israel, observou ela.

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